Categoria: cliente

Cliente é quem manda – entenda sobre ele

As redes sociais e tecnologia, em geral, aproximaram o cliente da marca. Hoje em dia, se o consumidor não gosta de algo ou recebe um atendimento não satisfatório, os meios de comunicação conseguem levar à reclamação até o responsável.

Estamos vivendo uma mudança significativa no equilíbrio de forças no mundo dos negócios. Hoje, cada vez mais, quem manda é o cliente.

O consumidor tem mais poder, seja como detrator ou como promotor da sua marca.

Uma única pessoa é capaz de disseminar sua opinião para milhões de pessoas.

Tais desabafos ou incentivos podem ter impactos reais no dia-a-dia de qualquer empresa. Vale lembrar também que consumidores confiam em consumidores. Eles tendem a acreditar em depoimentos de outros.

O foco de nosso trabalho é entender nossos clientes assim como tentar sempre ajudá-los a resolver seus problemas e surpreendê-los.

Ouvir é algo fundamental na hora de tentar melhorar seus procedimentos e empresa.

  • Perspectivas para o uso das expressões faciais

    Perspectivas para o uso das expressões faciais

    Expressões Faciais

    O rosto humano (expressões faciais) consiste de um vasto panorama em constante movimento do que se passa no nosso mais íntimo estado de espírito, com uma diversidade considerável de nuances e uma grande complexidade.

    Desde sempre a humanidade vem desenvolvendo, de forma natural, a capacidade de compreender as expressões faciais dos demais, no início como estratégia de sobrevivência (amigo/inimigo), e atualmente visando relacionamentos de todos os tipos.

    Apenas com base na sensibilidade e na intuição, todos nós passamos uma parte considerável do tempo interpretando, analisando e reagindo aos sinais perceptíveis das expressões faciais dos chefes, dos cônjuges, dos professores, dos parceiros, dos colegas de trabalho, de estranhos, dos parentes, etc.

    Com a tecnologia e a capacidade de processamento de dados cada vez maior, o rosto de cada um de nós e as informações que são transmitidas espontaneamente já há algum tempo deixaram de ser apenas a forma como nos apresentamos, nos relacionamos ou nos comportamos em público.

    Longe de somente sinalizarem o nosso estado de espírito momentâneo ou a nossa reação às situações, às pessoas ou aos fatos, todo esse conjunto de dados tem sido, cada vez mais, tratado como algo estratégico e objeto de estudos intensos.

    O emprego da análise das expressões faciais não para de crescer, seja com a Apple utilizando para destravar o i-phone, em igrejas nos Estados Unidos tentando atrair fieis, na Inglaterra identificando responsáveis por furtos em lojas, com a polícia no país de Gales prendendo suspeitos em jogos de futebol, na China identificando motoristas indisciplinados, permitindo acesso de turistas a determinadas atrações, entre outros.

    Na área médica algumas aplicações são bastante promissoras, como o diagnóstico precoce de doenças genéticas como a síndrome de Hajdu-Cheney, em esperançosas tentativas de tratamento do autismo, em determinar se uma pessoa está com depressão ou mesmo se uma dor é real ou psicológica.

    Todas essas novidades têm suscitado discussões acaloradas com relação à invasão (ou não) de privacidade, visto que, por exemplo, a identificação de preferências sexuais alcançou 81% de acerto pelo algoritmo, enquanto as pessoas (sem o recurso) em 61% das vezes fizeram essa identificação correta.

    Existiria, portanto, um potencial risco de discriminação por parte das empresas, por exemplo, no recrutamento de funcionários, tanto que os legisladores de alguns países na Europa já se movem no sentido de considerar os dados biométricos como informações pertencentes às próprias pessoas e não algo de domínio público.

    Mas, voltando aos tipos de aplicações que nos interessariam, o fato é que as expressões faciais, na maior parte das vezes, comunicam mais e melhor do que as palavras, seja por serem espontâneas, sinceras, naturais, por refletirem o real sentimento ou emoção, e acima de tudo por não serem racionais.

    Trata-se assim de um recurso importante a ser empregado de forma complementar às demais técnicas existentes na neurociência e na pesquisa de mercado, de modo a compreender aquilo que as pessoas não sabem, não conseguem ou talvez não queiram verbalizar.

    Paul Ekman foi o pioneiro na análise das expressões faciais com as suas pesquisas ainda nos anos 60. Dentre as suas maiores contribuições destaca-se a comprovação da existência de no mínimo 6 emoções humanas, passíveis de serem identificadas independentemente de gênero, da idade ou mesmo da cultura.

    Esse estudo resultou na decodificação dessas emoções em combinações distintas de 46 tipos de movimentos faciais que possibilitavam aplicações distintas desde animações até detector de mentiras.

    Com o avanço da tecnologia e a maior capacidade de processamento das informações, os usos desse conhecimento têm se expandido consideravelmente. Basicamente o algoritmo consiste em mensurar as movimentações de uma série de pontos virtualmente criados no rosto do participante em relação a outros pontos fixos.

    Assim, a posição da boca, lábios, bochechas, sobrancelhas, pálpebras, rugas etc. são constantemente comparados com outros pontos (como a ponta do nariz, do queixo), com o padrão da expressão facial de cada um e também com uma tabela de referência, possibilitando a identificação de emoções como alegria, confusão, frustração, surpresa, medo, raiva, nojo, etc.

    Em estudos que a Checon já tem realizado é possível avaliar o quanto determinado comercial agrada (ou não), em que intensidade esse envolvimento é positivo (ou não), em que trechos do comercial são necessários ajustes ou reforços, tudo sem sequer perguntar aos participantes, sempre de forma clara, objetiva, passível de ser compreendido até por quem sequer seja da área de neuro ou de pesquisa.

    Os mesmos tipos de conclusões são possíveis na avaliação das reações das pessoas a um discurso político, de modo a compreender se existe entendimento ou engajamento, quais as passagens carentes de maior clareza, se existe aprovação, aceitação, sempre de forma não invasiva, sem nem sequer interagir diretamente com os participantes.

    Em trabalhos sobre usabilidade de sites, as dificuldades na realização de determinadas tarefas ficam evidentes com as expressões faciais negativas, ou com demonstrações de raiva, dúvida, de insatisfação ou de frustração, mesmo que não admitidas no testemunho ‘racional’ dos participantes.

    Outro uso bastante interessante das expressões faciais consiste na análise das reações dos consumidores frente às vitrines das lojas, possibilitando a identificação do impacto causado, dos pontos fortes e fracos de cada opção, até mesmo da capacidade de atração enquanto ‘convite’ às pessoas para o interior do estabelecimento.

    Isso sem falar da indústria alimentícia analisando as expressões faciais em testes de degustação ou de preferência entre produtos em testes cegos, ou em bancos avaliando as reações frentes a caixas eletrônicos, ou montadoras avaliando o comportamento dos motoristas dirigindo ou identificando sinais de sonolência ao volante.

    As micro expressões oferecem uma valiosa contribuição na avaliação da tomada de decisões podendo prever se determinada compra se realizará (algo que um flash de desgosto pode desmentir), ou se determinado preço é adequado (algo que uma expressão de alegria pode confirmar e uma de raiva pode desmentir).

    Uma vez que na maior parte das vezes essas micro expressões sequer são percebidas pelos próprios participantes, por serem reações espontâneas, se constituem em preditores mais confiáveis do que as resposta (muitas vezes) politicamente corretas (não pouco frequente) que comprometem muitas das previsões de vendas.

    A escolha de um candidato e a intenção de voto também se enquadram perfeitamente nessa avaliação da tomada de decisões de forma aparentemente mais confiável do que a mera declaração racional dos eleitores.

    Existem dados impressionantes quanto ao acerto das intenções do voto dos eleitores americanos na eleição presidencial de 2010, apenas com base nas expressões faciais coletadas no debate Obama & Romney que alcançaram 73% de confirmação, isso sem fazer nenhuma pergunta.

     

     

    Maiores informações:        The Economist – What machines can tell from your face

    The New Yorker – We know how you feel

    Paul Eckman – Facial Action Coding System

  • Pré-Teste de Campanha

    Pré-Teste de Campanha

    Pré-Teste de Campanha – Uma nova abordagem

    Um dos tipos de pesquisas qualitativas que a Checon mais tem realizado, nesses seus 25 anos de atuação no mercado, são os pré-testes de campanhas publicitárias, sejam de filmes, de conceitos ou mesmo de peças gráficas

    Aparentemente as análises e os resultados apresentados pela Checon devem estar no rumo correto, dado o volume e o retorno de grande parcela das agências e de anunciantes para outros trabalhos diferentes ao longo do tempo

    Como a maior parte dos demais players, normalmente também temos utilizado a técnica de grupos focais e, via de regra, com segmentações por faixas etárias, por classes socioeconômicas e na maior parte das vezes por regiões geográficas

    Assim, para avaliações menores, temos realizado em média em torno de 9 grupos e, em boa parte de campanhas nacionais, de maior porte, não raro existir a demanda por mais de 20 grupos focais

    A utilização de verbatins com áudios editados, com as afirmações e os posicionamentos dos participantes, foi uma inovação desenvolvida pela Checon que agregou muita informação e mais compreensão aos comentários e sugestões que apresentamos enquanto recomendações

    Além de uma elevada capacidade de convencimento, os áudios invariavelmente tornavam os depoimentos reais, mais críveis, agregavam sentimento e humor às situações, enriquecendo consideravelmente as apresentações

    Tanto que, um sem número de vezes, o interesse das agências e dos anunciantes se concentrava quase que totalmente nos próprios áudios, dada a força das mensagens e das informações transmitidas diretamente do público-alvo

    Mas em diversas situações nesses pré-testes nem sempre era ainda possível uma resposta absolutamente clara e indubitável para algumas questões de ordem subjetiva ou emocional dos conceitos das campanhas

    A impressão dominante era a de ainda faltar uma métrica mais adequada e confiável para embasar esses questionamentos, visto que os grupos focais, por si só, nem sempre eram suficientes para esclarecer todas as dúvidas, tanto dos anunciantes quanto das próprias agências

    Dentre os casos de respostas nem sempre satisfatórias estavam o impacto da campanha em que assistia o comercial, ou em que medida determinados posicionamentos eram efetivamente percebidos como ‘segurança’, ‘confiança’, ou até mesmo qual a mensagem efetivamente apreendida

    De modo exploratório, já tentamos complementar as avaliações dos grupos focais com filmagens individuais dos participantes para avaliar as reações a partir das mudanças das expressões faciais, mas sem muito sucesso, visto as variações serem pouco perceptíveis

    Ou ainda com a tentativa de utilizar outras técnicas de medição biométrica como a GSR (condutância da corrente de pele), empregada no exterior para prever a bilheteria de filmes e peças teatrais, mas ainda com resultados aquém do esperado e pouco claros para os leigos

    Em congressos internacionais, tanto da ESOMAR quanto da NMSBA, temos constantemente buscado novas opções que possam, de forma transparente e principalmente clara para as agências e os anunciantes, agregar outros elementos comprovatórios a tais questionamentos

    Essa insistência da Checon Pesquisa em inovar, bem como em diversificar a técnica, para uma melhor compreensão das reações das pessoas às campanhas publicitárias nos levou aos testes de associação implícita (implicit test)

    Os testes de associação implícita foram originalmente desenvolvidos como um instrumento para explorar as raízes inconscientes do pensamento e das emoções do ser humano, visto que muitas vezes as pessoas têm dificuldade em expressar as próprias emoções ou sequer sabem ao certo o que passa pelas próprias cabeças

    Tais problemas são ainda mais agravados quanto menor a escolaridade, ou quando as pessoas são tímidas, e também com uma certa frequência o politicamente correto surge, com o risco de comprometer a avaliação

    Os motivos para se passar a utilizar os testes de associação implícita nas avaliações de pré-teste se justificam pela capacidade de mensurar respostas, ideias e convicções em um nível subconsciente, independentemente de uma nem sempre ‘desejada’ racionalização

    Os resultados dos testes de associação implícita, além disso, são facilmente interpretados, independentemente de qualquer conhecimento sobre psicologia, e ainda flexíveis para aprofundar os aspectos específicos de cada campanha publicitária em si

    Pela metodologia da Checon os testes devem ocorrer após a realização dos grupos focais, que servirão de referência para o desenvolvimento do protocolo do que será testado, ao determinar os aspectos ainda não devidamente esclarecidos

    A Checon sugere que os testes de associação implícita sejam realizados com os mesmos perfis de participantes, sendo um grupo de controle com pessoas que não tenham assistido à campanha e outro com convidados logo após verem o material (filme, spot ou peças gráficas)

    Dessa forma é possível se estabelecer um critério bastante claro de comparação para a avaliação do impacto dos aspectos que não tiverem sido suficientemente esclarecidos com os grupos focais

    Em geral, cada teste de associação implícita tem uma duração de 3 a 5 minutos e possibilita uma avaliação de até 5 atributos distintos, o que normalmente é mais do que suficiente para as demandas que temos atendido

    A Checon sugere a realização de um mínimo de 30 testes, sendo normalmente 15 com o grupo de controle e outros 15 com os participantes assistindo o mesmo material apresentado e testado nos grupos focais

    Tal número pode ser alterado em situações particulares onde exista a necessidade de avaliações mais específicas (como resultados por classe ou faixa etária), ou quando comparações com concorrentes também sejam necessárias.

    Como vantagens cabe destacar a necessidade de uma quantidade bem menor de grupos, evitando a repetição que normalmente ocorre a partir do 10º grupo focal, direcionando os esforços na mensuração de aspectos bem específicos

    Outro ponto positivo é o da utilização de uma ferramenta capaz de avaliar além do consciente e do racional, com métricas que, ainda que sem a pretensão de uma pesquisa quantitativa, complementam os resultados dos grupos focais

    Existe, portanto, uma economia tanto em tempo de processamento e de análise, quanto em investimento, visto que os resultados dos testes de associação implícita são imediatos